Out 01

Ericeira

Este é o Senhor Carlos. O do boné  É banheiro no Sul há 3 anos. Conhecem-se de toda a, curta, vida do B. Passeiam de mão dada, abraçam-se, na sesta tapa-o e passa-lhe a mão no cabelo, apanham pedrinhas e procuram as mais estranhas conchas, trata-o por “meu menino” e o outro apresenta-o a toda a gente como “Sinhô Cámos”. Vai apanhar caranguejos e “caramões” porque o mariquinhas não adora aquelas águas geladas e barulhentas. Sempre que o vento dá um ar de sua graça aparece com um pára vento para o seu menino não despentear os cabelos loiros e os cabelos loiros parecem um catavento à procura do seu amigo de toldo 

Não sonho que o meu menino seja banheiro. Mas também não sonho que seja outra coisa arquitectada por mim. Sonho mesmo é que continue a assim, a fazer amigos como o “Sinhô Cámos”, para a vida, sem complexos, sem superioridades, só com a certeza que a mais pura das amizades é aquela que começa com um sorriso e um “Olá”. 

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